O Tribunal do Júri de Vitória condenou, na madrugada desta sexta-feira (28), o empresário Vilson Luiz Ballan a 29 anos e 9 meses de prisão pela morte de Breno Rezende de Carvalho, de 25 anos. A sentença também determinou o pagamento de R$ 500 mil em indenização aos familiares da vítima.

O crime ocorreu em março de 2025, na região conhecida como Rua da Lama, em Vitória, após uma discussão envolvendo o pagamento de uma cerveja no valor de R$ 16.

Segundo as informações apresentadas durante o processo, Breno estava acompanhado de amigos e havia consumido bebidas em um estabelecimento administrado pelo réu. A discussão começou depois que Vilson cobrou o pagamento de uma cerveja que, conforme sustentado pela acusação, já havia sido quitada.

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Ainda de acordo com a denúncia do Ministério Público do Espírito Santo (MPES), um funcionário do estabelecimento teria confirmado que a bebida estava paga. Mesmo assim, a discussão prosseguiu.

O grupo deixou o estabelecimento e foi para um bar vizinho. Conforme a acusação apresentada no processo, Vilson teria se aproximado de Breno e o atingido com uma faca. O jovem morreu em decorrência dos ferimentos.

Julgamento terminou nesta sexta-feira

O julgamento foi realizado pelo Tribunal do Júri e presidido pelo juiz Carlos Henriquique Rios do Amaral Filho, titular da 1ª Vara Criminal de Vitória. A leitura da sentença ocorreu nos primeiros minutos desta sexta-feira.

Durante o processo, a acusação sustentou que a vítima teria sido surpreendida pelo ataque e teve reduzidas as possibilidades de defesa. Essa circunstância foi apresentada pelo Ministério Público como elemento relevante para a responsabilização criminal do réu.

A defesa também apresentou argumentos relacionados às condições de saúde mental do acusado durante o julgamento. A questão chegou a ser discutida ao longo da instrução e dos trabalhos do Tribunal do Júri.

Família receberá indenização

Além da pena de prisão, a sentença estabeleceu R$ 500 mil de indenização aos familiares de Breno.

O jovem tinha 25 anos, era formado na área de Tecnologia da Informação e havia iniciado um empreendimento próprio. Segundo familiares, ele estava prestes a começar seu primeiro contrato profissional por meio da empresa que havia criado.

A condenação encerra o julgamento realizado pelo Tribunal do Júri, no qual os jurados analisaram as provas e os argumentos apresentados pela acusação e pela defesa.


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