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Uma ideia inusitada utilizada por duas lojas de lingerie para chamar a atenção do público acabou ganhando proporções que ultrapassaram as expectativas dos próprios comerciantes. Peças íntimas personalizadas com os nomes do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do senador Flávio Bolsonaro passaram a circular pelas redes sociais e despertaram uma onda de comentários, compartilhamentos e encomendas.
As iniciativas surgiram em estabelecimentos localizados em Pinheiro, no Maranhão, e Campina Grande, na Paraíba. Em ambos os casos, os comerciantes recorreram à personalização como forma de explorar um assunto que costuma provocar forte reação nas redes, sem apresentar a estratégia como manifestação de apoio a qualquer dos políticos.
Em Pinheiro, a Pinheiro Sex Shop publicou a campanha em 24 de agosto. A peça anunciada custa R$ 25, com acréscimo de R$ 5 por letra acrescentada ao nome escolhido pelo cliente.
Segundo o empresário Marcos Soares, responsável pelo estabelecimento, a utilização dos nomes de Lula e Flávio Bolsonaro foi pensada como uma maneira de ampliar a visibilidade da loja. Ele afirmou que a repercussão chegou a outras regiões e resultou em pedidos.
“Eu pensava que ia ser só aqui mesmo na cidade, mas acabou sendo regional e até para fora daqui. E teve, sim, encomendas, mas uma questão de meme, até porque o foco é algo mais sensual: colocar o nome do marido, uma frase… Então, a questão de colocar o nome dos políticos foi só uma estratégia de chamar a atenção.”
Soares explicou ainda que a personalização já fazia parte dos produtos comercializados pela empresa, podendo incluir nomes de parceiros ou frases de conteúdo sensual.
Estratégia semelhante na Paraíba
Em Campina Grande, a iniciativa ganhou uma versão semelhante pelas mãos da Charmosa Lingerie, que divulgou as peças em 28 de agosto.
O preço inicial também é de R$ 25, mas a personalização tem acréscimo de R$ 3 por letra. Além dos nomes de Lula e Flávio Bolsonaro, a loja apresentou uma peça com o nome de Augusto Cury, identificado na própria publicação como candidato à Presidência pelo Avante.
A proprietária da empresa, Emily Kelly Matias, afirmou que um dos vídeos publicados alcançou mais de 1 milhão de visualizações.
Para a empresária, a intenção foi utilizar o interesse despertado pelo cenário político como elemento de comunicação comercial, associando o assunto a um produto que já permite diferentes formas de personalização.
“Pensei em trazer isso para a lingerie de uma forma criativa, divertida e diferente para atrair clientes e fazer vendas.”
A empresária também afirmou que a repercussão contribuiu para ampliar o engajamento da loja nas plataformas digitais.
Humor e repercussão
A combinação entre política, humor e lingerie provocou reações variadas entre os usuários das redes sociais. Parte dos comentários entrou no clima de brincadeira proposto pelas publicações, com referências ao período eleitoral e às próprias peças.
A repercussão demonstra como estratégias simples de personalização podem ganhar alcance significativo quando associadas a temas de forte apelo público. No caso das duas lojas, a exposição nas redes acabou funcionando também como instrumento de divulgação e atração de clientes.
Apesar da associação momentânea aos nomes de figuras políticas, os estabelecimentos afirmam trabalhar normalmente com personalizações de diferentes naturezas, especialmente nomes e frases escolhidos pelos próprios consumidores.
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