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Uma área de 3.706 metros quadrados de Mata Atlântica, em estágio médio de regeneração, será mantida sob embargo após ser atingida por um incêndio nas dependências do Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes), em Itapina, distrito de Colatina. A medida foi definida depois de uma fiscalização realizada na sexta-feira (28), que avaliou os impactos provocados pelo fogo e verificou uma denúncia relacionada à suposta retirada irregular de árvores nativas.
Durante a vistoria, a análise técnica não identificou evidências de corte de vegetação viva. Segundo o levantamento, a intervenção observada no local esteve relacionada à retirada de troncos e galhos que haviam sido comprometidos pelo próprio incêndio e posteriormente tombado, além da desobstrução de acessos internos do campus.
As árvores atingidas pelas chamas perderam sua estrutura, secaram e, posteriormente, caíram em razão da ação do vento e da chuva. Um dos exemplares tombados atingiu a cobertura de um galpão utilizado como almoxarifado, provocando danos às telhas e à estrutura do imóvel.
Os efeitos do incêndio também alcançaram instalações essenciais ao funcionamento do instituto. Tubulações que atendem áreas pedagógicas, administrativas e alojamentos foram danificadas pela queimada.
Troncos foram retirados de estrada interna
O tombamento das árvores deixou uma estrada interna do campus parcialmente bloqueada. Para restabelecer a passagem, galhos e segmentos de madeira foram fragmentados e removidos da pista.
De acordo com a fiscalização, o material permaneceu dentro da própria área atingida, destinado à decomposição natural. Não foi identificada exploração comercial da madeira nem retirada de árvores que permanecessem vivas.
A área afetada está localizada fora da Reserva Legal do campus e corresponde a vegetação nativa de Mata Atlântica em estágio médio de regeneração. Com o embargo, o local permanecerá restrito para favorecer a recuperação do solo e da vegetação atingida.
As circunstâncias que deram origem ao incêndio ainda não foram esclarecidas. As causas e a eventual autoria permanecem desconhecidas, e a apuração deverá ser conduzida pelas autoridades competentes.
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