A despedida de Guilherme da Silveira Rodrigues, de 33 anos, neste domingo (6), foi marcada pela dor de uma família que ainda tenta compreender uma morte ocorrida de forma repentina. O motociclista morreu na tarde de sexta-feira (4), após se envolver em uma colisão na Terceira Ponte, em Vitória, e ser lançado para a área da Ciclovia da Vida.

Guilherme seguia no sentido Vila Velha quando ocorreu o acidente. Com o impacto, ele foi parar no espaço destinado a ciclistas e pedestres no vão central da ponte. Apesar da gravidade dos ferimentos, não resistiu e morreu ainda no local.

O velório foi realizado na manhã deste domingo, enquanto o sepultamento estava previsto para o período da tarde. A morte atingiu de maneira especialmente dolorosa os filhos da vítima, que estão em Portugal com a mãe.

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Separada de Guilherme, a ex-companheira afirmou que os anos de convivência não foram apagados pelo fim do relacionamento. Segundo ela, ele continuava presente na trajetória da família e, sobretudo, na vida dos filhos.

Ela descreveu Guilherme como um homem trabalhador, alegre e dedicado aos filhos, lembrando também de sua disposição para buscar melhores condições de vida.

A distância tornou o momento ainda mais difícil. Segundo o relato da mãe das crianças, receber uma notícia dessa dimensão estando fora do Brasil acrescentou à dor a impossibilidade de vivenciar a despedida do pai ao lado dos familiares.

“O que mais dói nesse momento é ver meus filhos sofrendo a perda do pai.”

A declaração resume o impacto que a morte provocou entre os familiares. Ainda segundo ela, a família tenta assimilar a ausência deixada por Guilherme, cuja trajetória como pai permaneceu como uma das principais referências para os filhos.

COMO OCORREU A COLISÃO

Segundo informações divulgadas pela Ceturb-ES, o acidente envolveu um carro e uma motocicleta no sentido Vila Velha da Terceira Ponte. Guilherme teria sido projetado para a Ciclovia da Vida após a colisão.

A motocicleta permaneceu sobre a pista, enquanto o motociclista acabou atingindo a área destinada à circulação de bicicletas e pedestres. Conforme o relato apresentado pelo condutor do automóvel, ele trafegava pela faixa central quando o trânsito teria parado repentinamente.

Ainda segundo essa versão, na tentativa de evitar uma colisão com o veículo que estava à frente, o motorista desviou para a direita e acabou entrando na faixa destinada aos motociclistas. Foi nesse momento que ocorreu o choque com a moto.

Após o impacto, Guilherme foi lançado para a Ciclovia da Vida. De acordo com as informações divulgadas sobre o acidente, ele atingiu as costas na quina de um poste e não resistiu aos ferimentos.

A dinâmica descrita deve ser compreendida como o relato disponível sobre a ocorrência, sem antecipar eventual conclusão sobre responsabilidades pelo acidente.

UMA FAMÍLIA DIANTE DA AUSÊNCIA

Mais do que os números ou a dinâmica de uma ocorrência de trânsito, a morte de Guilherme deixa uma família diante das consequências de uma perda que chegou sem aviso.

Para os filhos, a ausência do pai passa a fazer parte de uma rotina que começou a mudar na tarde de sexta-feira. Para a mãe das crianças, permanece a difícil tarefa de ajudá-los a compreender uma perda que, segundo seu relato, ainda parece difícil de assimilar.

Guilherme tinha 33 anos.

E deixou, além das lembranças daqueles que conviveram com ele, uma família que agora precisará aprender a conviver com a ausência.

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