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Os municípios do Espírito Santo registraram melhora nos indicadores fiscais após reduzirem despesas e reforçarem o controle das contas públicas. O desempenho colocou o Estado entre os mais equilibrados do país, com avanço na capacidade financeira das administrações municipais e maior espaço para investimentos.
De acordo com o levantamento, as despesas com custeio administrativo recuaram 1,9%, gerando uma economia de R$ 220,3 milhões. Com isso, os gastos nessa área passaram a totalizar R$ 11,15 bilhões, interrompendo uma sequência de crescimento registrada nos anos anteriores.
As despesas com pessoal apresentaram aumento de 5%, alcançando R$ 10,97 bilhões. Apesar da alta, o crescimento da folha de pagamento ficou abaixo da média observada nos três anos anteriores. Já os gastos com juros e amortizações de dívidas cresceram 8,4%, somando R$ 606,2 milhões, permanecendo como a menor parcela das despesas analisadas.
O reflexo desse ajuste também aparece na classificação da Capacidade de Pagamento (Capag), utilizada pelo Tesouro Nacional. A proporção de municípios capixabas com notas A ou B passou de 62% em 2024 para 81% em 2025, colocando o Espírito Santo na sexta posição do ranking nacional, acima das médias brasileira e da Região Sudeste.
Segundo a análise, a combinação entre controle de despesas e fortalecimento da situação fiscal amplia a capacidade dos municípios para financiar investimentos e acessar operações de crédito em melhores condições, contribuindo para a manutenção do equilíbrio das contas públicas.
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