Espaço para comunicar erros nesta postagem
O senador Flávio Bolsonaro (PL) evitou assumir, durante sabatina da TV Globo, um compromisso específico com a manutenção da política de valorização real do salário mínimo. Questionado diretamente sobre o tema, o pré-candidato à Presidência afirmou que eventual ajuste nas contas públicas não será feito sobre trabalhadores que recebem o piso nacional ou aposentados.
A declaração ocorreu nesta sexta-feira (28), durante entrevista em que Flávio também foi indagado sobre a possibilidade de desvincular benefícios previdenciários do salário mínimo.
“Não farei economia com quem ganha salário mínimo, com aposentados. Farei economia cortando corrupção, fazendo tesouraço na burocracia, cortando impostos.”
Publicidade
Ao responder sobre a política de reajuste do piso, contudo, o senador não afirmou se, em um eventual governo, manteria a fórmula que assegura aumento acima da inflação.
Em outro momento da sabatina, dirigindo-se à câmera, Flávio voltou a enfatizar que não pretende concentrar medidas de contenção de despesas sobre a parcela de menor renda da população.
“Não vou fazer economia com o povo mais sofrido. Brasileiro que recebe salário mínimo hoje está perdendo seu poder de compra por causa da gastança do governo. Não vou fazer economia em cima de você.”
A resposta preservou a defesa de proteção aos beneficiários do salário mínimo, mas não apresentou uma definição sobre a continuidade do mecanismo de ganho real — isto é, de reajustes que ultrapassem a inflação.
Tema é tratado com cautela pela campanha
A ausência de um compromisso explícito ocorre em meio à cautela da campanha de Flávio Bolsonaro em relação à política de valorização do salário mínimo.
Segundo informações publicadas pelo Broadcast Político, a equipe do pré-candidato tem evitado aprofundar o assunto diante da avaliação de que a discussão pode produzir efeitos negativos sobre seu desempenho nas pesquisas de intenção de voto.
Ainda conforme o levantamento citado, integrantes da campanha consideram que a questão do salário mínimo esteve entre os fatores que contribuíram para a derrota de Jair Bolsonaro (PL) na eleição presidencial de 2022.
Na sabatina, Flávio procurou deslocar o eixo da discussão para a redução de despesas consideradas improdutivas, defendendo medidas de combate à corrupção, diminuição da burocracia e redução de impostos.
Até o momento, a declaração feita na entrevista estabelece uma posição contrária a cortes direcionados diretamente à renda de quem recebe o salário mínimo, mas não equivale a uma promessa expressa de manutenção do ganho real nos reajustes futuros.
JORNAL NOVA GERAÇÃO
“A VERDADE DOS FATOS”
Nossas notícias
no celular

JORNAL NOVA GERAÇÃO