Médicos formados no Brasil registraram índice de 87% de aprovação no processo nacional de seleção para residência médica nos Estados Unidos, conhecido como Match, realizado em 2026. Segundo dados divulgados pela Escola Médico na América, 27 dos 31 candidatos acompanhados pela instituição conquistaram vagas em hospitais e universidades de referência, entre eles Harvard Medical School, Brown University, Cleveland Clinic, Emory e University of Miami.

O resultado foi alcançado em um dos anos mais concorridos da história do programa. De acordo com informações do National Resident Matching Program (NRMP), mais de 53 mil candidatos, entre americanos e estrangeiros, disputaram aproximadamente 44 mil vagas de residência médica.

O interesse de profissionais brasileiros pela carreira médica nos Estados Unidos ocorre em um contexto de desafios no mercado nacional, marcado por pressão sobre a remuneração, jornadas extensas e atrasos no pagamento de plantões. Nos EUA, a residência médica é remunerada, com salários iniciais a partir de US$ 60 mil por ano. Após a formação, médicos podem alcançar remuneração média anual superior a US$ 350 mil, conforme relatórios de compensação médica.

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Para exercer a profissão no país norte-americano, o médico formado no Brasil precisa ser aprovado nas provas do United States Medical Licensing Examination (USMLE), comprovar domínio do inglês médico e conquistar uma vaga de residência, mesmo que já possua especialização no Brasil. O processo é realizado anualmente por meio do Match, coordenado pelo NRMP, responsável pela distribuição das vagas conforme a classificação dos candidatos.

Ainda segundo os dados apresentados, a taxa de aprovação de médicos estrangeiros que dependem de visto foi de 54,4% em 2026, o menor índice dos últimos cinco anos. Em comparação, os candidatos acompanhados pela Escola Médico na América obtiveram aprovação de 87%, percentual superior em mais de 30 pontos percentuais à média registrada entre esses profissionais. As vagas conquistadas contemplaram especialidades tradicionalmente concorridas, como anestesiologia, radiologia, ginecologia e obstetrícia, patologia, neurologia e psiquiatria.

O fundador da instituição, Dr. Leonardo Cruz, médico nascido em Criciúma (SC) e formado pela UNISUL, atribui o desempenho ao modelo de preparação adotado pela escola, baseado em planejamento individualizado, orientação para entrevistas e construção de currículo alinhado às exigências dos hospitais americanos.

"Resultado nessa carreira se constrói com método e constância, não com sorte. O nosso lema é o básico bem feito: um plano que cabe na vida de cada aluno e acompanhamento próximo em todas as etapas", afirmou o Dr. Cruz.

A instituição também destacou a diversidade dos candidatos aprovados em 2026. Entre eles, havia tanto médicos recém-formados quanto profissionais que conquistaram uma vaga de residência 17 anos após a graduação no Brasil, demonstrando que a transição para a medicina nos Estados Unidos pode ocorrer em diferentes momentos da carreira.

Segundo o Dr. Leonardo Cruz, o aumento da procura por oportunidades no exterior acompanha a ampliação da oferta de cursos de medicina no Brasil, a redução da remuneração em alguns mercados e a sobrecarga de plantões. "Na maioria dos casos, não falta capacidade. Falta orientação", declarou.

A Escola Médico na América oferece preparação para o USMLE, tutoria individual, treinamento em inglês médico e mentoria voltada ao processo de candidatura às residências médicas, além de manter uma comunidade formada por médicos aprovados que atuam em hospitais dos Estados Unidos.

FONTE/CRÉDITOS: Relatório Oficial do NRMP (National Resident Matching Program) de 2026