Uma moradora de Colatina teve um prejuízo de R$ 239,63 depois de acessar, a partir de um anúncio publicado no Instagram, uma página que simulava o ambiente oficial do Gov.br. A publicidade oferecia supostos valores retroativos ou dinheiro esquecido e induziu a vítima a seguir instruções apresentadas no site.

O caso foi registrado na última segunda-feira (24). Segundo o relato, a mulher acreditava estar diante de uma página legítima do Governo Federal quando forneceu as informações solicitadas e seguiu as etapas indicadas pela plataforma.

Horas depois, ao consultar sua conta bancária, ela percebeu que haviam sido realizadas cinco transferências via Pix sem que tivesse autorizado conscientemente as operações.

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As movimentações foram feitas em valores distintos: R$ 29,90, R$ 34,90, R$ 44,90, R$ 59,93 e R$ 69,90. Somadas, as transações chegaram aos R$ 239,63.

Ao constatar as operações, a moradora procurou as autoridades e registrou a ocorrência.

Aparência de site oficial

O episódio chama atenção para uma modalidade de fraude que explora a aparência de plataformas conhecidas para conferir credibilidade a páginas falsas. Neste caso, o anúncio foi exibido em uma rede social e direcionou a vítima para um endereço que reproduzia elementos visuais associados ao Gov.br.

A presença de uma publicidade patrocinada em uma plataforma como o Instagram, entretanto, não significa que a oferta ou o site anunciado tenha vínculo com o poder público.

Por isso, diante de anúncios que prometam dinheiro esquecido, benefícios, restituições, indenizações ou outros pagamentos, a orientação é evitar o acesso por links recebidos ou patrocinados e procurar diretamente os canais oficiais das instituições responsáveis.

A recomendação também inclui atenção redobrada antes de fornecer dados pessoais, bancários ou informações de acesso em páginas cujo endereço eletrônico não tenha sido confirmado como oficial.

O caso registrado em Colatina reforça a importância da cautela diante de ofertas aparentemente vantajosas na internet, sobretudo quando utilizam a identidade visual de instituições públicas para transmitir uma falsa sensação de segurança.

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