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Polícia Civil de Minas Gerais concluiu que o incêndio que resultou na morte de Graça Maria Nogueira Silva, em 12 de maio, no Centro de Boa Esperança, foi provocado de forma intencional. A investigação identificou que a autora do crime foi a própria filha da vítima, de 42 anos, que acabou indiciada por homicídio qualificado.
De acordo com o delegado Alexandre Boaventura, responsável pelo inquérito, a apuração mudou de rumo após laudos produzidos pela perícia, por equipes do Corpo de Bombeiros e por eletricistas descartarem a possibilidade de um incêndio acidental. As análises técnicas apontaram que o fogo foi iniciado de maneira deliberada.
Segundo as investigações, mãe e filha discutiram na manhã do crime depois que a idosa pediu para que a mulher deixasse a residência. Durante o desentendimento, Graça Maria Nogueira Silva caiu ao chão e ficou desacordada, aparentemente após bater a cabeça.
A polícia apurou que, temendo as consequências da situação e sem verificar se a mãe ainda estava viva, a investigada ateou fogo ao cômodo com a intenção de ocultar o ocorrido e fazer o caso parecer um acidente.
Ao ser confrontada com as provas reunidas durante a investigação, a mulher confessou o crime em depoimento prestado à Polícia Civil.
O inquérito foi encaminhado ao Ministério Público, que irá decidir se oferece denúncia à Justiça. Caso a denúncia seja aceita, a investigada responderá ao processo perante o Tribunal do Júri.
Segundo a Polícia Civil, como não houve prisão em flagrante e não existe, até o momento, determinação judicial de prisão preventiva, a mulher responderá ao processo em liberdade.
O incêndio ocorreu em uma residência na Rua Godofredo Moreira, no Centro de Boa Esperança. O Corpo de Bombeiros foi acionado por volta das 12h50 e encontrou o imóvel tomado pela fumaça. Durante o combate às chamas, os militares receberam a informação de que poderia haver uma pessoa no interior da casa.
Nas buscas, os bombeiros localizaram o corpo de Graça Maria Nogueira Silva completamente carbonizado em um dos quartos, sob os escombros de móveis destruídos pelo incêndio.
Na ocasião, a perícia não identificou indícios imediatos de crime e trabalhava com a hipótese de um incêndio acidental, considerando também a possibilidade de que a vítima estivesse dormindo sob efeito de medicamentos. Com o avanço das investigações, os laudos técnicos e a confissão da filha levaram à reclassificação do caso para homicídio qualificado.
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