Aos 77 anos, Rose de Freitas volta a disputar uma cadeira no Senado Federal pelo Espírito Santo nas Eleições 2026. Filiada ao Movimento Democrático Brasileiro (MDB), a ex-senadora tenta retomar o mandato que exerceu entre 2015 e 2023, levando à campanha uma trajetória política marcada por passagens pela Câmara dos Deputados, pela Assembleia Legislativa e por diferentes funções de destaque no cenário nacional.

Natural de Caratinga, em Minas Gerais, Rosilda de Freitas construiu no Espírito Santo sua carreira profissional e política. Professora, jornalista e radialista, iniciou ainda no fim da década de 1970 sua participação em movimentos populares ligados à defesa dos direitos humanos. Naquele período, aproximou-se do MDB e participou da militância de oposição à ditadura militar.

Da política estadual à Constituinte

Sua entrada formal na vida eleitoral ocorreu em 1982, quando foi eleita deputada estadual pelo então PMDB no Espírito Santo. Quatro anos depois, chegou à Câmara dos Deputados e conquistou um dos mandatos que a levariam a participar da Assembleia Nacional Constituinte, entre 1987 e 1991.

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Durante os trabalhos constituintes, Rose integrou a chamada “Bancada do Batom”, grupo formado por 26 deputadas que atuou na defesa e na incorporação de direitos das mulheres ao novo ordenamento constitucional brasileiro.

Em 1988, participou da fundação do PSDB e posteriormente exerceu a função de assessora especial durante o governo de Fernando Henrique Cardoso.

A trajetória na Câmara dos Deputados se estendeu por seis mandatos consecutivos, entre 1987 e 2015. Em 2011, alcançou uma posição inédita ao se tornar a primeira mulher a ocupar o cargo de 1ª vice-presidente da Mesa Diretora da Câmara. Durante esse período, chegou também a assumir interinamente a presidência da Casa.

Primeira mulher do Espírito Santo no Senado

Depois de retornar ao PMDB, posteriormente denominado MDB, Rose de Freitas conquistou em 2014 um marco na política capixaba ao ser eleita a primeira mulher do Espírito Santo para o Senado Federal.

Na Câmara Alta, voltou a ocupar posições de destaque. Em 2015 e 2017, presidiu a Comissão Mista de Orçamento (CMO), uma das estruturas mais relevantes do Congresso Nacional para a análise e definição das matérias orçamentárias da União.

Em 2018, deixou o MDB e ingressou no Podemos, pelo qual disputou o governo do Espírito Santo. Anos depois, encerrou sua passagem pela legenda e anunciou, em 2021, o retorno ao MDB, assumindo a liderança e a presidência do diretório estadual da sigla.

Seu período no Senado terminou no início de fevereiro de 2023, após a disputa pela renovação do mandato nas eleições de 2022.

Nova candidatura em 2026

Na eleição deste ano, Rose de Freitas volta ao cenário eleitoral com uma plataforma voltada à destinação de recursos federais para áreas consideradas prioritárias aos municípios capixabas, entre elas infraestrutura logística, saneamento e serviços de saúde.

Entre as diretrizes apresentadas pela candidatura também estão o enfrentamento das desigualdades, a defesa dos direitos das mulheres e o fortalecimento da participação do Espírito Santo nas discussões sobre orçamento federal em Brasília.

A candidatura foi registrada pelo MDB, dentro da coligação “Agora É o Futuro”. Na composição apresentada à disputa, Marcus Vicente, do Partido Progressistas (PP), figura como primeiro suplente, enquanto Nubia, do MDB, ocupa a segunda suplência.

Com uma trajetória iniciada ainda no período de redemocratização e marcada por sucessivas passagens por posições de destaque no Legislativo, Rose de Freitas retorna às urnas em 2026 em busca de um novo mandato no Senado pelo Espírito Santo.

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