Muito antes de se consolidar como um dos grandes nomes do cinema de ação, Mel Gibson teve diante de si a oportunidade de interpretar um dos personagens mais conhecidos da história do cinema: James Bond. A proposta surgiu quando o ator tinha apenas 26 anos, mas acabou sendo recusada por uma razão que, anos depois, ele próprio explicou.

Gibson contou que estava na Austrália trabalhando com o diretor Peter Weir quando recebeu o convite para assumir o papel do agente secreto britânico. Naquele período, sua carreira começava a ganhar projeção internacional, especialmente após o sucesso dos primeiros filmes da franquia Mad Max.

A possibilidade de interpretar 007 chegou a ser considerada pelo ator, mas ele decidiu não seguir adiante. A principal preocupação estava relacionada ao impacto que o personagem poderia exercer sobre sua trajetória profissional.

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Gibson explicou que observava o caso de Sean Connery, primeiro ator a interpretar James Bond no cinema, e temia enfrentar uma situação semelhante: permanecer associado ao mesmo papel durante grande parte da carreira.

Para ele, assumir Bond poderia significar ficar identificado com o personagem por muitos anos, limitando as possibilidades de interpretar outros tipos de personagens.

A decisão foi tomada em um momento em que Gibson ainda estava construindo sua carreira. Posteriormente, o ator se tornaria conhecido por personagens de diferentes franquias, entre eles Martin Riggs, de Máquina Mortífera, além de atuar em produções dramáticas e dirigir filmes.

Uma escolha que mudou sua trajetória

A recusa não impediu que o nome de Gibson voltasse a ser relacionado ao universo de 007 em outros momentos. O ator chegou a ser considerado novamente para o papel em períodos posteriores, mas acabou não assumindo a função.

O personagem passou por diferentes intérpretes ao longo das décadas. Depois de Connery, James Bond foi vivido por George Lazenby, Roger Moore, Timothy Dalton, Pierce Brosnan e Daniel Craig nos filmes oficiais da franquia.

A preocupação manifestada por Gibson também encontra paralelo na própria história de Connery. O ator escocês ficou fortemente associado ao agente secreto depois de interpretar Bond em vários filmes e, posteriormente, buscou ampliar sua carreira com personagens de perfis bastante diferentes.

Foi justamente esse tipo de associação prolongada que Gibson procurou evitar quando ainda estava no início de sua trajetória.

De possível 007 a astro de Hollywood

A escolha acabou contribuindo para que Gibson construísse uma carreira marcada por personagens diferentes. Além de consolidar sua imagem em filmes de ação, ele também passou a atuar como diretor e produtor.

Entre seus trabalhos mais conhecidos estão Mad Max, Máquina Mortífera, Coração Valente e O Patriota. Como diretor, também ganhou destaque com Coração Valente, que recebeu o Oscar de melhor filme e melhor direção.

Décadas depois de ter recusado a oportunidade de vestir o tradicional smoking de James Bond, Gibson permanece como um dos atores que chegaram a ser considerados para o papel, mas seguiram por caminhos diferentes.

A escolha feita aos 26 anos, portanto, não encerrou uma possibilidade qualquer. Ela ajudou a definir, ainda no início da carreira, o tipo de trajetória que o ator pretendia construir em Hollywood.

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