A composição eleitoral do Partido Liberal (PL) no Espírito Santo sofreu uma nova alteração nesta quarta-feira (9), com a decisão unânime do Tribunal Regional Eleitoral do Espírito Santo (TRE-ES) de indeferir o registro de candidatura de Armandinho Fontoura para deputado estadual nas Eleições 2026.

A decisão foi tomada pelo Plenário da Corte Eleitoral e representa um revés concreto para a legenda na formação de sua chapa à Assembleia Legislativa. Armandinho, que exerce mandato de vereador em Vitória, teve a candidatura impugnada em razão de sua situação de inelegibilidade decorrente de uma condenação por falsidade ideológica.

O processo foi relatado pela juíza Isabella Rossi Naumann Chaves, que considerou procedente o pedido de impugnação. Os demais integrantes do colegiado acompanharam o entendimento da relatora.

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Decisão altera o cenário dentro do PL

O julgamento acrescenta um elemento novo a um quadro que já vinha sendo acompanhado com atenção pela direção partidária. Até então, a situação de Armandinho era tratada no âmbito das contestações ao seu registro. Com a decisão do TRE-ES, o pedido de candidatura passa a contar com um pronunciamento desfavorável da Corte Eleitoral capixaba.

A decisão, contudo, deve ser compreendida dentro do próprio percurso judicial do processo. O indeferimento pelo Tribunal Regional não elimina, por si só, a possibilidade de utilização dos instrumentos recursais previstos na legislação eleitoral. Assim, o cenário jurídico ainda poderá sofrer alterações conforme os recursos eventualmente apresentados e analisados pelas instâncias superiores.

A controvérsia tem origem em condenação por falsidade ideológica proferida pelo Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES), circunstância que, segundo a decisão eleitoral, enquadrou Armandinho em hipótese de inelegibilidade.

Gilvan permanece em outra frente judicial

A situação de Gilvan da Federal, por sua vez, é distinta e continua submetida a outra frente de discussão judicial.

O deputado federal enfrenta questionamentos relacionados ao seu registro de candidatura e aguarda o desfecho de recursos no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), após uma sequência de decisões envolvendo sua condição eleitoral.

A diferença entre os dois casos é relevante: enquanto o registro de Armandinho foi agora indeferido pelo TRE-ES, a candidatura de Gilvan ainda depende do andamento de seu próprio processo e das decisões que venham a ser tomadas pelas instâncias competentes.

O partido, portanto, chega a um momento particularmente sensível da preparação eleitoral com dois nomes relevantes submetidos a situações jurídicas distintas, mas capazes de produzir efeitos sobre a organização de suas chapas.


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Prazo eleitoral aumenta peso da decisão

O calendário também contribui para elevar a importância do julgamento. O processo de definição das candidaturas ocorre em uma etapa avançada do calendário eleitoral, quando partidos e candidatos já estruturaram campanhas, equipes e estratégias para a disputa.

No caso de Armandinho, eventual recurso poderá alterar novamente o quadro. Caso a decisão permaneça válida, porém, o PL precisará considerar seus efeitos sobre a composição da chapa estadual.

A circunstância exige da legenda uma avaliação simultaneamente jurídica e eleitoral: de um lado, acompanhar o percurso do processo e os recursos que possam ser apresentados; de outro, preparar-se para as consequências práticas de uma eventual manutenção do indeferimento.

A Justiça Eleitoral capixaba mantém disponíveis os instrumentos oficiais de acompanhamento dos processos e das candidaturas das Eleições 2026.

O novo capítulo, portanto, não encerra necessariamente a disputa judicial em torno da candidatura de Armandinho, mas modifica substancialmente o ponto de partida. A partir da decisão desta quarta-feira, o PL capixaba passa a administrar um cenário no qual uma de suas candidaturas à Assembleia Legislativa já recebeu do TRE-ES uma decisão formal pelo indeferimento, enquanto outros processos relevantes da legenda ainda aguardam definição.

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