A paralisação dos bancários no Espírito Santo permanece sem previsão de encerramento depois que a categoria rejeitou, em assembleia realizada na sexta-feira (11), as propostas apresentadas durante as negociações coletivas. A decisão mantém o movimento grevista e deverá ser acompanhada de novas deliberações sobre os rumos da mobilização.

Entre os trabalhadores que participaram da votação, 90% se posicionaram contra a proposta, enquanto 9,6% votaram pela aprovação e 0,4% optaram pela abstenção. O resultado foi divulgado pelo Sindicato dos Bancários do Espírito Santo (Sindibancários/ES).

A proposta relacionada à Convenção Coletiva de Trabalho também encontrou forte resistência. Na votação, 85% dos participantes rejeitaram os termos apresentados pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban).

Publicidade
Publicidade

Leia Também:

A mobilização teve reflexos no funcionamento da rede bancária capixaba. Conforme informações divulgadas pelo sindicato, 54 agências em diferentes regiões do Espírito Santo deixaram de operar normalmente nos dois primeiros dias da greve.

A situação também alcança empregados da Caixa Econômica Federal em outros estados. Trabalhadores da instituição, inclusive em São Paulo, rejeitaram o acordo e decidiram permanecer em greve.

Um dos pontos que provocaram divergências envolve o Saúde Caixa, plano destinado aos empregados da instituição. Pela proposta em discussão, a participação da Caixa no custeio das despesas seria elevada de 6,5% para 8%, enquanto a contribuição dos trabalhadores passaria de 7% para 9%.

A mudança não atende, segundo o Sindibancários/ES, à reivindicação apresentada pela categoria. Os trabalhadores defendem, entre outros pontos, a retirada do limite atualmente estabelecido para a participação da Caixa no financiamento do plano.

O diretor do Sindibancários/ES Ronan Teixeira, que representa os bancários capixabas e a Federação dos Trabalhadores do Ramo Financeiro do Rio de Janeiro e Espírito Santo (Fetraf-RJ/ES) na Comissão Executiva dos Empregados (CEE), afirmou que a categoria permanece disposta ao diálogo e à continuidade das negociações.

A próxima definição deverá ocorrer neste domingo (13), quando está prevista uma plenária, às 10h30. O encontro deverá avaliar a condução do movimento e estabelecer as medidas a serem adotadas pelos trabalhadores diante da rejeição das propostas.

JORNAL NOVA GERAÇÃO
“A VERDADE DOS FATOS”