As declarações de bens apresentadas à Justiça Eleitoral pelos cinco candidatos ao Governo do Espírito Santo revelam uma ampla diferença entre os patrimônios informados para as Eleições 2026. Os valores registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) variam de R$ 0 a R$ 27.668.789,55.

O maior patrimônio declarado é o do atual governador Ricardo Ferraço (MDB). Na outra extremidade está o engenheiro Breno Barcelos (Missão), que informou não possuir bens a declarar.

Entre os demais candidatos, Hélder Salomão (PT) registrou R$ 1.206.682,23; Lorenzo Pazolini (Republicanos) declarou R$ 1.002.342,77; e Rafael Demuner (UP) apresentou patrimônio de R$ 50.550,00.

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Os números correspondem aos valores e bens informados pelos próprios candidatos em suas declarações apresentadas à Justiça Eleitoral para o registro das candidaturas.

Ricardo Ferraço declarou um patrimônio total de R$ 27.668.789,55. A maior parte desse montante está concentrada em uma aplicação de renda fixa, registrada no valor de R$ 16.921.087,71.

Também aparecem na declaração R$ 3.169.799,00 em outras participações societárias, além de imóveis, terrenos, ações, créditos decorrentes de empréstimos e valores mantidos em conta corrente.

Entre os bens imobiliários estão um apartamento declarado por R$ 3.615.450,00, outro no valor de R$ 984.964,93 e um terreno, na modalidade de lote, avaliado em R$ 1.951.871,00.

A relação encaminhada ao TSE inclui ainda imóveis recebidos por herança, com diferentes percentuais de participação, um apartamento recebido por doação, um terreno rural com participação de 50%, duas salas comerciais e duas vagas de garagem, além de outros bens e direitos imobiliários.

Na declaração apresentada em 2022, Ferraço havia informado patrimônio de R$ 11,1 milhões. Considerando os valores registrados nos dois anos eleitorais, a declaração de 2026 representa aumento de 150%.

O segundo maior patrimônio entre os candidatos é o do deputado federal Hélder Salomão (PT), que declarou R$ 1.206.682,23.

O principal item da relação é um VGBL — Vida Gerador de Benefício Livre da Caixa Econômica Federal — no valor de R$ 631.760,85. Salomão também declarou um apartamento localizado em Campo Grande, Cariacica, avaliado em R$ 352.453,00, e uma sala comercial no mesmo município, no valor de R$ 138.547,87.

A declaração inclui ainda um apartamento em São Geraldo, em Cariacica, avaliado em R$ 43 mil, um terreno no loteamento São Conrado, adquirido em setembro de 1991, além de depósitos, saldos bancários e um pecúlio na Caixa.

Em 2022, Salomão havia declarado R$ 840 mil. O valor informado para 2026 corresponde a um crescimento de 43% em relação à declaração anterior.

O ex-prefeito de Vitória Lorenzo Pazolini (Republicanos) informou patrimônio de R$ 1.002.342,77.

A maior parcela está relacionada à participação de 50% em um apartamento localizado no bairro Barro Vermelho, em Vitória, declarado por R$ 628.514,00. Pazolini também registrou participação de 50% em um imóvel no bairro Jardim da Penha, na capital, no valor de R$ 195 mil, e de 50% em um apartamento em Guarapari, declarado por R$ 45 mil.

Entre os demais itens aparecem R$ 100 mil em VGBL do Bradesco, R$ 32.957,09 em poupança, R$ 585,57 em conta corrente e R$ 286,11 em aplicação de renda fixa.

Na eleição municipal de 2024, Pazolini havia declarado R$ 989,7 mil. Em comparação com aquele registro, o patrimônio informado para 2026 apresenta crescimento de 1,28%.

Rafael Demuner (UP) declarou R$ 50.550,00 em bens.

A declaração é composta por um Ford Ka, ano 2018, avaliado em R$ 41.900,00, e R$ 8.650,00 mantidos em conta corrente.

De acordo com as informações apresentadas na fonte, esta é a primeira eleição disputada por Demuner, servidor técnico-administrativo da Ufes. Por esse motivo, não foram indicados dados de declarações patrimoniais anteriores para comparação.

O menor valor entre os cinco candidatos foi registrado por Breno Barcelos (Missão). O engenheiro informou à Justiça Eleitoral que não possui bens a declarar, apresentando patrimônio de R$ 0.

Segundo a fonte, Barcelos também disputa sua primeira eleição, não havendo, portanto, declaração patrimonial de eleições anteriores indicada para comparação.

Com os valores registrados no TSE, a diferença entre o maior patrimônio declarado, de R$ 27.668.789,55, e o menor, de R$ 0, ultrapassa R$ 27,6 milhões. Os dados refletem exclusivamente as informações patrimoniais apresentadas pelos candidatos à Justiça Eleitoral no processo de registro das candidaturas.

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