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A corrida pelo Governo do Espírito Santo começou oficialmente neste domingo (16) com as principais candidaturas e alianças partidárias definidas. A composição eleitoral para o Palácio Anchieta reúne cinco grupos: duas coligações formadas por diferentes legendas e três candidaturas que seguem sem alianças formais.
A configuração das chapas também estabelece os nomes que disputarão a vice-governadoria e as duas vagas do Espírito Santo no Senado, além de revelar a estrutura partidária que acompanhará cada candidato durante a campanha.
Entre as alianças formalizadas, a maior é a coligação “Agora é o futuro”, que reúne MDB, Podemos, Agir, PSB, PDT, a federação PSDB-Cidadania e a superfederação União Progressista.
O candidato ao governo é o atual governador Ricardo Ferraço (MDB). A chapa tem como vice o vereador Camillo Neves (PP) e apresenta ao Senado o ex-governador Renato Casagrande (PSB) e a ex-senadora Rose de Freitas (MDB).
As legendas que integram a composição já faziam parte da base que sustentava o governo Casagrande e permaneceram no grupo de apoio a Ricardo. A definição do candidato a vice, entretanto, foi um dos principais pontos de negociação antes da formação definitiva da chapa.
A federação União Progressista, integrada por PP e União Brasil, vinha articulando a indicação para a vaga. Nos últimos dias do período destinado às convenções, o nome do ex-prefeito Sergio Vidigal (PDT) passou a ser considerado para a posição, em uma articulação envolvendo os prefeitos Euclério Sampaio, de Cariacica, e Enivaldo dos Anjos, de Barra de São Francisco.
A movimentação levou dirigentes da federação a estabelecer conversas com setores da oposição. O cenário mudou após Vidigal descartar a candidatura durante a convenção do PDT. Na sequência, Ricardo anunciou Camillo Neves, aliado do presidente da federação, deputado Josias da Vitória, como seu candidato a vice.
A estrutura proporcional da coligação também é ampla. O grupo terá 33 candidatos a deputado federal e 199 candidatos a deputado estadual. A Rede, que não integra formalmente a coligação, declarou apoio a Ricardo e possui 10 candidatos à Assembleia Legislativa.
Na disputa presidencial, Ricardo não declarou apoio a nenhum dos candidatos à Presidência da República. A posição acompanha a neutralidade adotada pelo MDB e, segundo a fonte, está relacionada à estratégia de manter a eleição estadual separada da disputa nacional e evitar a nacionalização da campanha.
Do outro lado, a principal aliança de oposição ao atual governo é formada por Republicanos, PL e Democrata. A coligação, denominada “Paz pra viver um novo tempo”, tem como candidato ao governo o ex-prefeito de Vitória Lorenzo Pazolini (Republicanos).
A vaga de vice ficou com a Bispa Eliane Leal (PL). Para o Senado, a chapa apresenta Maguinha Malta (PL) e Evair de Melo (Republicanos).
Apesar de contar com três partidos, a composição reúne duas legendas com bancadas expressivas na Câmara dos Deputados. O PL possui 98 deputados federais, enquanto o Republicanos conta com 42 parlamentares.
A aliança foi precedida por mudanças na composição inicialmente planejada. O PSD havia anunciado apoio a Pazolini em abril, mas posteriormente deixou o grupo após o Republicanos estabelecer uma aliança com o PL e reservar ao novo aliado prioridade na definição das candidaturas ao Senado.
A situação envolveu diretamente a intenção do deputado Sergio Meneguelli (PSD) de disputar uma das vagas para a Câmara Alta. Conforme as informações apresentadas na fonte, o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, e o presidente estadual da legenda, Renzo Vasconcelos, haviam assumido compromisso com Meneguelli para que ele concorresse.
Durante as negociações, o Republicanos chegou a convidar a primeira-dama de Colatina, Lívia Vasconcelos (PSD), para ocupar a vice de Pazolini. O espaço para Meneguelli no Senado, porém, não foi assegurado, e o PSD acabou deixando a composição.
Outro episódio ocorreu pouco antes do registro da coligação na Justiça Eleitoral. O presidente do Democrata, Tenório Merlo, anunciou que deixaria a aliança após manifestar insatisfação com a escolha da vice sem consulta à legenda. Ele também indicou que iniciaria conversas com outros candidatos, mas voltou atrás aproximadamente 12 horas depois.
Com a manutenção da aliança, o PL ficou responsável pela indicação da vice e da primeira candidatura ao Senado.
No cenário nacional, o Republicanos adotou posição de neutralidade na disputa presidencial. Pazolini, entretanto, declarou apoio ao presidenciável Flávio Bolsonaro (PL), que também manifestou apoio ao candidato capixaba. Segundo a fonte, o posicionamento de Pazolini em relação à eleição presidencial foi uma das condições apresentadas pelo presidente estadual do PL, senador Magno Malta, para a formação da aliança.
A coligação terá 24 candidatos a deputado federal e 77 candidatos a deputado estadual.
Além das duas coligações, outras três candidaturas chegaram ao início da campanha sem alianças formais.
Uma delas é a da Federação Brasil da Esperança, integrada por PT, PV e PCdoB. O grupo lançou o deputado federal Helder Salomão (PT) para o Governo do Espírito Santo, tendo Professora Valdirene como vice.
Para o Senado, a federação apresenta apenas o senador Fabiano Contarato, que busca a reeleição. A composição decidiu não lançar um segundo nome para a disputa e concentrar sua campanha na candidatura de Contarato. De acordo com a fonte, o PT indicou informalmente voto no ex-governador Renato Casagrande (PSB) para a outra vaga.
O Psol, embora não faça parte da federação, também declarou apoio informal às candidaturas de Helder e Contarato. O partido é federado com a Rede, que declarou apoio informal a Ricardo Ferraço.
Ainda segundo a fonte, a candidatura de Helder representa o palanque do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Espírito Santo, tendo o presidente como principal cabo eleitoral do deputado.
A federação terá ainda 11 candidatos a deputado federal e 28 candidatos a deputado estadual.
O Missão, partido fundado pelo Movimento Brasil Livre (MBL), também participa pela primeira vez da disputa pelo Governo do Espírito Santo. Sem coligação, a legenda lançou o engenheiro Breno Barcelos para governador e Victor Oliveira (Missão) para vice.
O partido não apresentou candidatos ao Senado. Na disputa proporcional, terá 10 candidatos a deputado federal e três candidatos a deputado estadual. Para a Presidência da República, o Missão apresenta Renan Santos.
Outra legenda que estreia na disputa pelo governo estadual é a Unidade Popular pelo Socialismo (UP). Sem formar coligação, o partido apresenta Rafael Demuner como candidato ao governo e a aposentada Dionary Sarmento (UP) como vice.
A UP não lançou candidatos ao Senado e terá dois candidatos a deputado federal. Na disputa pela Presidência da República, a legenda apresenta Samara Martins.
O PSD também não formalizou aliança para a disputa pelo Palácio Anchieta. A legenda, contudo, não necessariamente permanecerá neutra durante a campanha. Segundo a fonte, o presidente estadual do partido, Renzo Vasconcelos, sinalizou durante a convenção que poderá declarar apoio informal a um dos candidatos ao governo.
Com o início da campanha, as chapas que disputarão o Palácio Anchieta estão definidas em suas principais composições. A eleição estadual terá, de um lado, duas alianças que concentram um número maior de partidos e candidaturas proporcionais e, de outro, três grupos que optaram por apresentar candidaturas sem coligações formais.
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