Espaço para comunicar erros nesta postagem
A Polícia Civil da Bahia concluiu a investigação sobre a morte da professora aposentada Vivaldina de Jesus Bonfim, de 64 anos, encontrada sem vida em sua residência, no município de Santa Rita de Cássia, no oeste baiano. Conforme a corporação, o caso foi enquadrado como latrocínio, crime caracterizado pelo roubo seguido de morte, e quatro pessoas foram identificadas como investigadas por suposta participação na ocorrência.
De acordo com a investigação, o corpo da vítima foi localizado por familiares no dia 7 de junho de 2026, após seu desaparecimento despertar preocupação. Segundo a perícia, ela estava no banheiro da residência, envolvida em um lençol, com lesões na cabeça e nas costas compatíveis com golpes de picareta.
As investigações reuniram depoimentos, imagens de câmeras de segurança e outras diligências, além da análise de informações bancárias autorizada no curso da apuração. Segundo o delegado Leonardo Mendes, responsável pelo caso, esses elementos contribuíram para identificar os suspeitos.
Conforme informou a Polícia Civil, um dos investigados foi localizado em uma fazenda após fugir de uma tentativa inicial de prisão. Outros três foram presos no dia 3 de julho, enquanto um quarto suspeito já havia sido detido em 20 de junho.
A investigação aponta que um dos investigados teria removido dedos da vítima para utilizar a biometria em uma agência do Banco do Brasil, localizada no município de Serrinha, na Bahia. Segundo a Polícia Civil, dessa forma foram realizados três saques, que totalizaram R$ 18 mil.
Ainda conforme a apuração, houve uma quarta tentativa de saque, que não foi concluída. De acordo com o delegado responsável pela investigação, o sistema biométrico não reconheceu as digitais utilizadas.
A Polícia Civil também informou que uma afilhada da professora está entre os investigados e teria participado do planejamento do crime. Segundo a corporação, as investigações indicam que o grupo tinha conhecimento da existência de recursos financeiros na conta bancária da vítima.
Dois homens investigados foram encaminhados ao Centro de Detenção Provisória de Barreiras. Já duas mulheres aguardam transferência para o Conjunto Penal Feminino de Jequié, conforme informou a Polícia Civil.
Em nota, o Banco do Brasil lamentou o ocorrido e afirmou que acompanha o caso, colaborando com as autoridades competentes durante as investigações. A instituição também declarou que dispõe de sistemas biométricos modernos e seguros e informou que eles não permitem saques nas características apresentadas.
A Polícia Civil da Bahia informou que as investigações continuam para esclarecer todos os detalhes relacionados ao crime e definir a participação individual de cada um dos investigados.
JORNAL NOVA GERAÇÃO
"A VERDADE DOS FATOS"
Nossas notícias
no celular

JORNAL NOVA GERAÇÃO