Uma diarista de 21 anos registrou um boletim de ocorrência após denunciar ter sido vítima de uma agressão na tarde de terça-feira (4), na Praia do Morro, em Guarapari. Conforme informou a Polícia Civil, a principal suspeita é uma ex-patroa da jovem, que teria agido com o auxílio de outra mulher. A ocorrência foi formalizada na quarta-feira (5) e permanece sob investigação.

Segundo a Polícia Civil, dois dias antes da agressão a vítima recebeu uma mensagem por WhatsApp perguntando se realizava serviços de faxina. Após combinar local, data e horário, ela compareceu ao endereço informado sem, conforme o relato apresentado à investigação, desconfiar de quem havia feito o contato.

Ainda de acordo com a Polícia Civil, ao chegar ao local por volta das 17 horas, a diarista encontrou a ex-patroa acompanhada de outra mulher. A investigação aponta que uma das suspeitas portava uma barra de ferro e a outra um pedaço de madeira, objetos que teriam sido utilizados durante as agressões ocorridas em via pública.

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Em depoimento reproduzido pela reportagem da fonte, a vítima afirmou que sofreu uma luxação em um dos braços e cortes nas mãos ao tentar se defender.

"Bateram no meu braço, deu luxação. Eu segurei a faca com a mão, cortou meus dedos. Dei sete pontos em um, quatro pontos em outro, três em outro."

A diarista também declarou que recebeu golpes na cabeça e foi arrastada pelo chão durante o episódio.

"Me bateram com pedaço de pau na cabeça. Nas minhas costas elas me arrastaram no chão, meu joelho está todo ralado, meu braço está ralado."

Relação entre vítima e suspeita

Conforme o relato da jovem, ela trabalhou por aproximadamente um ano para a mulher apontada como principal suspeita e, durante esse período, as duas chegaram a desenvolver uma relação de amizade. Segundo a diarista, a convivência mudou após ela decidir deixar o trabalho para atuar de forma autônoma.

Ainda de acordo com seu depoimento, depois do desligamento passaram a ocorrer ameaças enviadas pela suspeita e por familiares dela. A vítima afirmou que a ex-patroa acreditava que ela teria criado um perfil falso em uma rede social para enviar mensagens ofensivas, acusação negada pela diarista.

A jovem também relatou que recebeu, por meio de mensagem com visualização única, uma fotografia de uma arma de fogo calibre 32, que, segundo ela, teria sido utilizada como forma de intimidação. Apesar das ameaças relatadas, a diarista afirmou que, naquela ocasião, optou por não procurar a polícia.

Segundo o depoimento prestado, a suspeita também teria enviado mensagens com ameaças de morte.

Investigação

Conforme informou a Polícia Civil, após a agressão as duas suspeitas deixaram o local em um carro preto. A vítima foi socorrida e encaminhada ao Hospital Geral Doutor Luiz Buaiz, conhecido na região como IFA de Guarapari, onde recebeu atendimento médico.

A diarista afirmou ainda que teme novas represálias contra ela e seus familiares.

Até a publicação da matéria-base, a Polícia Civil de Guarapari não havia confirmado a prisão das suspeitas. O caso continua sendo investigado.

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