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Apesar da intensa movimentação política em torno da eleição presidencial de 2026, uma parcela significativa do eleitorado ainda não definiu, de forma espontânea, o nome que pretende apoiar para presidente. Segundo dados de pesquisa Quaest divulgados na sexta-feira (14) e citados em reportagem da revista Veja, 51% dos entrevistados não mencionaram nenhum candidato quando questionados sem receber uma lista de nomes.
No mesmo levantamento, 25% citaram Luiz Inácio Lula da Silva e 19% mencionaram Flávio Bolsonaro na pesquisa espontânea. O resultado indica que, nesse tipo de consulta, mais da metade dos entrevistados ainda não apresentou uma preferência nominal.
A pesquisa também registrou um cenário de segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro. Nessa simulação, o atual presidente aparece com 43% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro alcança 40%. Considerando a margem de erro de dois pontos percentuais, os dois aparecem tecnicamente empatados.
Os números foram divulgados em meio a uma série de movimentações que vêm ocupando o cenário político nacional. Entre os assuntos citados na reportagem estão as repercussões das investigações relacionadas ao Banco Master e às suspeitas de irregularidades envolvendo descontos destinados a aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
O levantamento também aponta que acontecimentos que recebem ampla repercussão no meio político nem sempre alcançam a maioria dos eleitores. Uma pesquisa Genial/Quaest, divulgada em 5 de agosto, mostrou que 41% dos entrevistados tinham conhecimento da reconciliação entre Flávio Bolsonaro e Michelle Bolsonaro. Outros 59% afirmaram não ter tomado conhecimento do episódio.
Entre os eleitores classificados como independentes, a distância em relação à disputa também aparece nos números. Conforme a mesma pesquisa Genial/Quaest, 29% declararam que não pretendiam votar. Nesse grupo, Lula registrou 33% e Flávio Bolsonaro, 30%.
Os dados mostram que a disputa presidencial ainda conta com uma parcela expressiva do eleitorado sem uma escolha declarada, especialmente quando a pergunta é feita de maneira espontânea. A própria reportagem destaca que parte dos eleitores costuma definir o voto apenas nas proximidades da eleição.
Com a campanha ainda em andamento, os números estão sujeitos a alterações à medida que os candidatos ampliam suas atividades, apresentam propostas e avançam nas articulações políticas para a disputa de outubro.
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