Luan de Oliveira Cleto, de 25 anos, apontado pela Polícia Militar como suspeito de envolvimento na morte do soldado Paulo Henrique Carvalho Faccin, de 28 anos, era considerado foragido do sistema prisional. O confronto ocorreu neste sábado (15), durante uma abordagem no bairro São Luiz Gonzaga, em Cachoeiro de Itapemirim, no Sul do Espírito Santo.

Conforme o registro da ocorrência, militares realizavam patrulhamento quando tentaram abordar Luan. Segundo a versão registrada pela Polícia Militar, houve luta corporal entre o suspeito e o soldado Paulo Henrique. Ainda de acordo com o relato policial, durante o confronto, Luan teria tomado a arma do militar e efetuado um disparo que atingiu a cabeça do policial.

Paulo Henrique foi socorrido em estado grave e encaminhado para a Santa Casa de Misericórdia de Cachoeiro de Itapemirim, mas não resistiu aos ferimentos. A morte foi confirmada ainda no sábado.

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O soldado integrava o 9º Batalhão da Polícia Militar e havia concluído, em novembro de 2025, o Curso de Formação de Soldados da corporação.

Ainda segundo o registro policial, o outro militar que participava da abordagem reagiu e efetuou disparos contra Luan. O suspeito morreu no local.

A Polícia Militar informou, na noite de sábado, que ainda não havia obtido imagens capazes de mostrar toda a dinâmica da abordagem e do confronto. Por isso, as circunstâncias exatas do episódio permanecem sujeitas à apuração.

Histórico prisional

Dados apresentados no registro da ocorrência apontam que Luan teve diferentes passagens pelo sistema prisional ao longo dos últimos anos.

A primeira entrada registrada ocorreu em 28 de junho de 2019, com alvará anotado em agosto daquele ano. Em fevereiro de 2020, houve uma nova entrada, seguida de outro alvará no mesmo dia.

Em 24 de outubro de 2020, Luan voltou ao sistema prisional e permaneceu detido até 8 de fevereiro de 2022. Segundo os dados registrados na ocorrência, ele teria deixado o sistema nessa data sem autorização.

A recaptura ocorreu em 6 de abril de 2022. Posteriormente, em 17 de dezembro de 2024, foi registrada uma nova evasão. Desde então, conforme o levantamento apresentado no registro policial, ele era considerado foragido.

Registros judiciais

O levantamento também aponta processos relacionados a tráfico de drogas. Um deles, de 2020, tramita na 1ª Vara Criminal de Cachoeiro de Itapemirim e está relacionado ao artigo 33 da Lei 11.343/06, dispositivo que trata do tráfico de drogas. Segundo os dados apresentados, houve condenação e Luan estava preso.

Outro processo relacionado ao mesmo artigo da Lei de Drogas aparece como provisório e com situação de liberdade.

Também constam registros relacionados ao artigo 16 da antiga Lei 6.368/76 e um processo por injúria.

Além dos processos judiciais, o histórico policial fornecido à reportagem reúne ocorrências registradas em diferentes anos. Entre elas estão registros de 2015 e 2016 relacionados a veículo roubado e posse de maconha.

Em agosto de 2018, aparece uma ocorrência classificada como tentativa de homicídio por resistência à ação policial. Segundo o levantamento, naquela ocasião Luan teria sido preso com arma e drogas. Há ainda um registro de ameaça, datado de maio de 2019.

Os registros mencionados nesta reportagem correspondem às informações constantes no levantamento policial fornecido à reportagem e não devem ser interpretados, isoladamente, como comprovação de responsabilidade criminal em cada uma das ocorrências.

Morte do soldado

Paulo Henrique Carvalho Faccin tinha 28 anos e havia ingressado recentemente na Polícia Militar. O policial integrava a turma mais nova de soldados da corporação e concluiu sua formação em novembro de 2025.

Após a morte do militar, a Polícia Militar do Espírito Santo (PMES) manifestou solidariedade aos familiares, amigos e colegas de farda. A corporação informou que Paulo Henrique fazia parte da turma do Curso de Formação de Soldados (CFSd) de 2024 e prestou homenagem à memória do policial.

A dinâmica completa da abordagem e do confronto ainda deverá ser esclarecida pelas autoridades responsáveis pela investigação.

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