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Diversos trabalhadores estão desaparecidos após o desabamento de uma chaminé em uma fábrica de papel na cidade de Yatsushiro, no sul do Japão, depois de um terremoto de magnitude 7,1 registrado nesta terça-feira (28). A informação foi divulgada pela imprensa japonesa.
Conforme informou a emissora pública NHK, o acidente ocorreu na unidade da Nippon Paper, localizada em Yatsushiro, cidade situada na região de Kumamoto, apontada como a área mais afetada pelo tremor.
De acordo com a Agência Meteorológica do Japão (JMA, na sigla em inglês), o epicentro do terremoto foi registrado em terra, nas proximidades das cidades de Kumamoto e Uki, na ilha de Kyushu. O abalo teve profundidade de 10 quilômetros, considerada muito próxima da superfície, e foi seguido por quatro tremores secundários, com magnitudes variando entre 4,4 e 5,6.
Os efeitos do terremoto também foram sentidos fora do território japonês. Segundo a agência sul-coreana Yonhap, moradores de Incheon, cidade vizinha à capital Seul, relataram pequenos tremores provocados pelo abalo.
Em resposta aos danos causados pelo terremoto, o governo japonês informou a criação de uma força-tarefa de emergência para coordenar as ações de resgate e atendimento em conjunto com as administrações locais. Também foram emitidos alertas de emergência para as prefeituras de Kumamoto, Nagasaki, Kagoshima, Fukuoka, Saga, Oita e Miyazaki, todas localizadas na ilha de Kyushu, onde milhares de residências ficaram sem fornecimento de energia elétrica.
Ainda conforme declarou a premiê Sanae Takaichi, as cidades de Uki e Hikawa registraram intensidade máxima 7, o nível mais elevado da escala sísmica japonesa.
As autoridades japonesas alertaram que, em razão da magnitude do terremoto e da baixa profundidade do epicentro, existe a possibilidade de um novo grande tremor atingir a região nos próximos três dias.
O Japão está entre os países com maior atividade sísmica do mundo. Localizado sobre o chamado "Anel de Fogo" do Pacífico, o arquipélago registra terremotos com frequência e responde por cerca de 20% dos abalos de magnitude 6,0 ou superior registrados globalmente, segundo as informações apresentadas na reportagem original.
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