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As Eleições Gerais de 2026 contarão com cinco federações partidárias registradas no Brasil. Criado em 2021, o modelo permite que dois ou mais partidos políticos se unam nacionalmente e passem a atuar como uma única legenda pelo período mínimo de quatro anos.
A regra vale para disputas majoritárias, como as eleições para governador, e também para cargos proporcionais, como deputados. O que é definido nacionalmente pelas federações também deve ser seguido pelas estruturas partidárias nos Estados e municípios.
Diferentemente das antigas coligações eleitorais, que eram alianças temporárias formadas durante o período das eleições, as federações partidárias possuem caráter permanente durante o prazo estabelecido pela legislação.
O modelo foi utilizado pela primeira vez nas Eleições de 2022 e chegou ao primeiro pleito municipal em 2024. Para as eleições deste ano, duas novas federações foram registradas.
Segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), as cinco federações partidárias existentes são:
- Federação União Progressista — formada pelo União Brasil (União) e pelo Progressistas (PP), registrada em março de 2026;
- Federação Renovação Solidária — formada pelo Partido da Renovação Democrática (PRD) e pelo Solidariedade, criada em dezembro de 2025;
- Federação Brasil da Esperança (Fe Brasil) — composta pelo Partido dos Trabalhadores (PT), Partido Comunista do Brasil (PCdoB) e Partido Verde (PV), registrada desde 2022;
- Federação PSDB Cidadania — formada pelo Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) e pelo Cidadania, em funcionamento desde 2022;
- Federação PSOL-Rede — união entre o Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) e a Rede Sustentabilidade (Rede), firmada em 2022.
Nas eleições de 2022 e 2024, três federações estavam constituídas: Federação Brasil da Esperança, Federação PSDB Cidadania e Federação PSOL-Rede. Para o pleito de 2026, esses grupos foram mantidos, enquanto as federações Renovação Solidária e União Progressista foram criadas posteriormente.
A legislação prevê punições para partidos que deixarem uma federação antes do período mínimo de quatro anos. Entre as consequências estão a impossibilidade de formar novas federações, a proibição de celebrar coligações nas duas eleições seguintes e a perda de acesso ao fundo partidário até o encerramento do prazo restante.
Federação PSOL-Rede no Espírito Santo
No Espírito Santo, a federação formada por PSOL e Rede Sustentabilidade apresentou divergências relacionadas aos apoios para cargos majoritários, incluindo as disputas pelo Governo do Estado e pelo Senado.
Durante a convenção realizada na última sexta-feira (31), a federação lançou seis candidatos à Câmara Federal e outros 23 nomes para a Assembleia Legislativa do Espírito Santo.
Após pelo menos duas reuniões para definir uma posição conjunta sobre as candidaturas majoritárias, os partidos decidiram apoiar candidatos diferentes na eleição estadual.
O PSOL declarou apoio ao deputado federal Helder Salomão (PT) na disputa pelo Governo do Espírito Santo, enquanto a Rede Sustentabilidade anunciou apoio ao governador Ricardo Ferraço (MDB), que busca a reeleição.
Na disputa pelo Senado, os dois partidos indicaram o nome do petista Fabiano Contarato como segunda opção de voto. Para a primeira vaga, o PSOL apoiará o professor Carlos Fabian, enquanto a Rede defenderá o ex-governador Renato Casagrande (PSB).
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