Impedido de visitar Jair Bolsonaro no Dia dos Pais, o senador Flávio Bolsonaro (PL) escreveu uma carta ao pai e publicou o conteúdo nas redes sociais neste domingo (9). O ex-presidente cumpre pena por tentativa de golpe de Estado e está em prisão domiciliar, em Brasília.

O pedido para que os filhos pudessem visitar Bolsonaro na data havia sido apresentado pela defesa, mas foi negado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Diante da impossibilidade de encontro presencial, Flávio decidiu registrar em uma carta a mensagem que gostaria de transmitir pessoalmente ao pai.

"Escrever essa carta não foi fácil. Cada palavra carrega muito sentimento e, acima de tudo, amor de filho. Hoje, eu queria poder te dar um abraço, pai, @jairmessiasbolsonaro. Como não posso, coloquei no papel tudo o que gostaria de dizer olhando nos seus olhos", afirmou o senador em publicação nas redes sociais.

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Na mensagem, Flávio também mencionou a campanha para a Presidência da República e disse estar recebendo apoio durante a disputa eleitoral. Segundo ele, há confiança entre seus apoiadores de que a candidatura será vitoriosa.

O senador também abordou a formação de alianças para a eleição. De acordo com o texto publicado, embora os partidos de centro não tenham declarado apoio formal à candidatura, Flávio afirmou que lideranças dessas siglas estariam alinhadas com sua campanha.

A carta ocorre em meio às restrições impostas à rotina de visitas de Jair Bolsonaro. Em uma decisão de 17 de julho, Alexandre de Moraes determinou a suspensão de todas as visitas por 30 dias. Durante esse período, ficaram autorizados apenas atendimentos médicos e fisioterapêuticos, além do acesso de advogados.

A medida foi adotada após Flávio Bolsonaro utilizar as redes sociais para ler uma carta atribuída ao ex-presidente, na qual Bolsonaro o apresentava como porta-voz para uma atuação política voltada, segundo o conteúdo divulgado, a "livrar o Brasil da corrupção, da violência e do empobrecimento".

Na ocasião, Bolsonaro estava submetido à prisão domiciliar e proibido de divulgar manifestos de natureza político-eleitoral, inclusive por intermédio de terceiros.

Antes das restrições mais recentes, os filhos do ex-presidente tinham autorização para visitas permanentes, limitada às quartas-feiras e aos sábados, em três períodos previamente estabelecidos, com duração de duas horas cada.

Uma determinação anterior, de 13 de julho, já havia proibido Flávio Bolsonaro de visitar o pai por 90 dias. A restrição alcança o período da campanha eleitoral.

Com a decisão que impediu o encontro no Dia dos Pais, Flávio optou por enviar a mensagem por escrito. Na carta, além de manifestar o desejo de estar pessoalmente com o pai, o senador relacionou o momento familiar à disputa presidencial que está em curso.

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