A primeira rodada de entrevistas com os principais candidatos ao Governo do Espírito Santo foi encerrada na noite de quarta-feira (19) pela Rede Vitória. Participaram das sabatinas o deputado federal Helder Salomão (PT), o governador Ricardo Ferraço (MDB) e o ex-prefeito de Vitória Lorenzo Pazolini (Republicanos).

Durante aproximadamente 30 minutos de conversa com cada candidato, os jornalistas abordaram propostas de governo, experiências administrativas, segurança pública, saúde, educação, situação fiscal, alianças partidárias e posicionamentos relacionados à eleição presidencial. As entrevistas também trouxeram questionamentos sobre decisões políticas e temas que podem influenciar a disputa pelo Palácio Anchieta.

Helder Salomão

Entre os temas apresentados por Helder Salomão, esteve a segurança pública. O candidato defendeu ações de combate à criminalidade em diferentes níveis e também afirmou que pretende ampliar o enfrentamento à corrupção.

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Na área da saúde, o deputado criticou o tempo de espera por atendimento no Sistema Único de Saúde (SUS) e mencionou a construção do Hospital Geral de Cariacica. O tema foi tratado em um contexto político no qual o PT participou da administração estadual comandada pelo ex-governador Renato Casagrande (PSB), a quem o partido apoia para uma das vagas ao Senado.

Helder também destacou a relação que pretende manter com o governo federal como parte da estratégia para colocar em prática suas propostas. Durante a entrevista, manifestou confiança na reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e reforçou sua posição como candidato apoiado pelo presidente no Espírito Santo.

Ao responder sobre o cenário econômico e o endividamento público federal, entretanto, o candidato foi questionado sobre os efeitos da situação fiscal no custo de vida da população. Segundo o relato da entrevista, Helder afirmou que pretende manter as contas públicas em equilíbrio e que não prevê aumento de impostos para os capixabas.

Outro ponto abordado foi a proposta de “coibição do encarceramento em massa”, prevista em seu plano de governo. Questionado sobre possíveis mudanças na política prisional, o candidato afirmou que o encarceramento, isoladamente, não resolve o problema da violência, sem apresentar, na entrevista descrita pela fonte, detalhes adicionais sobre uma eventual nova política para o sistema.

Ricardo Ferraço

O governador e candidato à reeleição Ricardo Ferraço apresentou uma posição de neutralidade em relação à disputa pela Presidência da República. Segundo sua declaração, a decisão está relacionada à intenção de manter uma relação institucional com qualquer candidato que venha a ocupar o Palácio do Planalto.

A postura foi apresentada por Ferraço como uma forma de preservar a “harmonia” e garantir condições para governar independentemente do resultado da eleição presidencial.

A entrevista também abordou a situação da Apex Partners, empresa que tem o filho do governador como vice-presidente. Ao ser questionado sobre o assunto, Ricardo defendeu uma investigação rigorosa, afirmou que não existem recursos públicos investidos na empresa e declarou acreditar na inocência do filho. Ao mesmo tempo, ressaltou que ele está sujeito às regras aplicáveis ao caso.

O tema foi tratado publicamente pelo governador durante a entrevista, enquanto as investigações relacionadas à empresa seguem sujeitas ao andamento das apurações mencionadas na fonte.

Na segurança pública, Ricardo anunciou que, em um eventual novo mandato, pretende criar uma subsecretaria destinada a concentrar ações de combate às facções criminosas.

A proposta foi acompanhada de questionamentos sobre a necessidade de uma estrutura específica nesse momento, considerando que Ricardo já ocupa o cargo de governador e anteriormente foi vice-governador de Renato Casagrande. O tema também foi relacionado à presença do crime organizado no Estado.

Na área da saúde, o governador foi questionado sobre a previsão para o encerramento da fila de espera do SUS. Segundo o relato da entrevista, Ricardo mencionou obras iniciadas durante a administração de Casagrande, mas não apresentou prazo para a solução da fila.

Lorenzo Pazolini

O ex-prefeito de Vitória Lorenzo Pazolini concentrou parte de sua apresentação na experiência acumulada durante a administração da Capital. Ao responder sobre diferentes áreas da gestão pública, utilizou ações realizadas em Vitória como referência para defender propostas que pretende levar ao âmbito estadual.

Na segurança pública, área relacionada à sua experiência profissional anterior como delegado, Pazolini atribuiu parte dos resultados obtidos na Capital às políticas adotadas durante sua gestão.

Na saúde, mencionou medidas implementadas no município e afirmou que elas contribuíram para eliminar filas de espera por consultas especializadas. Na educação, destacou os investimentos realizados e a implantação de escolas em tempo integral.

Outro tema abordado foi a relação entre o governo estadual e as prefeituras. Pazolini defendeu uma aproximação maior com os municípios e afirmou que os prefeitos terão espaço em sua administração. A declaração foi questionada em razão dos atritos registrados entre a Prefeitura de Vitória e o Governo do Estado durante o período em que ele esteve à frente da Capital.

A entrevista também tratou das alianças políticas que sustentam a candidatura de Pazolini, especialmente a aproximação com o PL, o senador Magno Malta e o campo político ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

Questionado sobre a influência de Magno Malta e do bolsonarismo em um eventual governo, o candidato não dimensionou qual seria o peso dessa corrente política em sua administração. O PL ficou com a indicação da vice-governadoria e com a primeira vaga ao Senado na composição apresentada na fonte.

Pazolini também declarou apoio ao senador Flávio Bolsonaro (PL) para a Presidência da República. O posicionamento foi abordado durante a entrevista em comparação com sua postura nas duas últimas eleições para prefeito de Vitória, quando, segundo o material fornecido, evitou assumir posição mais explícita na polarização nacional.

Temas que permanecem no centro da disputa

As entrevistas colocaram em evidência diferentes caminhos apresentados pelos três candidatos para áreas como segurança pública, saúde, educação, gestão fiscal e relação com os municípios.

Também ganharam espaço questões relacionadas às alianças eleitorais e à eleição presidencial, especialmente diante das diferentes posições assumidas por cada candidatura.

No caso de Helder Salomão, a relação com o governo Lula e as propostas para segurança e sistema prisional estiveram entre os principais pontos abordados. Ricardo Ferraço foi questionado sobre sua neutralidade na eleição presidencial, a situação envolvendo a Apex Partners, a segurança pública e as filas do SUS. Já Lorenzo Pazolini teve sua experiência na Prefeitura de Vitória confrontada com os desafios de administrar um Estado formado por 77 municípios, além de questionamentos sobre suas alianças políticas.

A primeira rodada de sabatinas, portanto, apresentou propostas e posicionamentos dos três candidatos sobre temas que deverão permanecer entre os assuntos centrais da disputa pelo Governo do Espírito Santo nas eleições de 2026.

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