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O patrimônio declarado por Luiz Osvaldo Pastore à Justiça Eleitoral colocou o empresário no topo do ranking dos candidatos mais ricos das eleições de 2026. Os bens informados somam R$ 677.740.390,27, segundo levantamento elaborado a partir das informações disponíveis no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Embora atualmente esteja ligado a uma candidatura no Tocantins, Pastore mantém uma trajetória política associada ao Espírito Santo. Ele chegou a exercer mandato de senador pelo Estado em diferentes períodos, após atuar como suplente de Gerson Camata e Rose de Freitas, ambos do MDB.
Pastore ocupou uma cadeira no Senado entre 2002 e 2003 e voltou ao cargo em períodos posteriores, incluindo passagens entre novembro de 2020 e março de 2022 e entre agosto e outubro de 2022. Durante essas atuações, estava filiado ao MDB.
Na eleição deste ano, o empresário está no PL e figura como primeiro suplente de Eduardo Gomes, candidato ao Senado pelo Tocantins. A atual candidatura ocorre depois de outra tentativa eleitoral em 2022, quando Pastore foi primeiro suplente de Flávia Arruda na disputa pelo Senado pelo Distrito Federal, também pelo PL.
A declaração apresentada à Justiça Eleitoral inclui diferentes tipos de patrimônio. Entre os bens informados estão cerca de R$ 12,9 milhões em objetos, móveis e obras de arte, além de uma residência avaliada em R$ 2,9 milhões.
Um avião que já esteve associado ao empresário também aparece entre os bens de uma empresa ligada a Pastore, e não em sua declaração pessoal. A aeronave ganhou repercussão em 2025 depois de transportar o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli para o Peru, onde ele acompanhou uma partida da Libertadores.
O ranking patrimonial foi elaborado com base nos dados disponibilizados pelo TSE, considerando as declarações de bens entregues pelos candidatos. O levantamento também levou em conta correções realizadas posteriormente em registros que apresentavam valores considerados inconsistentes.
Um dos casos que interferiram na classificação foi o de Pablo Marçal (PRTB). O candidato havia informado inicialmente patrimônio de R$ 7,4 bilhões, mas posteriormente retificou a declaração e passou a registrar R$ 149,9 milhões em bens. Com a correção, Pastore passou a ocupar a primeira posição entre os patrimônios considerados válidos no levantamento.
Depois dele aparecem Antídio Lunelli (MDB), candidato ao Senado por Santa Catarina, com R$ 613,2 milhões declarados, e Otaviano Pivetta (Republicanos), candidato ao governo de Mato Grosso, com patrimônio de R$ 575,68 milhões.
No Espírito Santo, a relação também apresenta registros que chamam atenção. Ivanildo Almeida, candidato a deputado estadual pelo DC, aparece inicialmente com o maior patrimônio declarado entre os concorrentes do Estado. Uma das declarações, porém, registra uma empresa pelo valor de R$ 230.625.000, enquanto o mesmo bem havia sido declarado por R$ 230 mil na eleição municipal de 2024. O caso foi atribuído a um possível erro de registro, e o presidente estadual do DC, Marcos Caran, informou que buscaria esclarecimentos com o setor responsável pela contabilidade da legenda.
Considerando a retirada desse registro da comparação, o maior patrimônio declarado entre os candidatos que disputam cargos no Espírito Santo é o de Rodrigo da Cozivip, candidato a deputado estadual pelo MDB. Ele informou possuir R$ 32.677.089,22 em bens, entre eles um Porsche avaliado em R$ 685 mil.
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