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Pacientes que passaram por procedimentos no Hospital São Bernardo foram alvo de abordagens fraudulentas em Colatina e Pancas. Nos dois casos relatados, os envolvidos utilizaram o nome da instituição e demonstraram conhecer informações relacionadas às cirurgias e às datas de internação das vítimas.
A semelhança entre as ocorrências chama atenção porque os contatos seguiram procedimentos semelhantes: os pacientes receberam informações sobre supostos exames, foram orientados a realizar uma pequena operação financeira ou instalar aplicativos e, posteriormente, sofreram consequências relacionadas ao acesso aos dispositivos ou às contas.
Em Colatina, uma paciente submetida a cirurgia no hospital em 11 de agosto recebeu, sete dias depois, uma ligação de pessoas que se apresentaram como funcionários da instituição. Segundo o relato, os interlocutores disseram que seria necessário repetir um exame de raio-X por causa de uma suposta inconsistência.
Durante a conversa, foi solicitado o pagamento de R$ 1,90 via Pix para confirmar o reagendamento. Os responsáveis pelo contato também apresentaram dados empresariais e um número de protocolo, numa tentativa de conferir legitimidade à abordagem.
Após efetuar o pagamento, a paciente foi orientada a compartilhar a tela do celular e instalar dois aplicativos identificados como “Wi-Fi” e “Resultados”. Em seguida, o aparelho apresentou travamento, o que levou à necessidade de uma formatação completa.
A situação foi esclarecida somente depois que a paciente procurou o hospital. Conforme informado pela instituição, não havia exame marcado para ela e o Hospital São Bernardo não realiza cobranças dessa natureza.
Ocorrência em Pancas
Outro caso foi registrado em Pancas e apresenta características semelhantes. O paciente também havia sido operado no Hospital São Bernardo em 11 de agosto e recebeu instruções para instalar um aplicativo que, segundo os responsáveis pelo contato, serviria para consultar exames.
Depois de seguir as orientações, a vítima teve transferências e operações realizadas por Pix, que totalizaram R$ 13.499,00 em prejuízo.
Além das perdas financeiras registradas em um dos episódios, a utilização de informações específicas sobre os pacientes é um dos pontos que permanecem sob apuração. Os envolvidos demonstraram conhecimento sobre procedimentos realizados e datas de internação, embora a origem desses dados ainda não tenha sido esclarecida.
Até o momento, não há indicação de participação do Hospital São Bernardo nas ocorrências relatadas. O nome da instituição teria sido utilizado indevidamente por terceiros durante as abordagens.
A recomendação aos pacientes é que qualquer informação sobre exames, cobranças ou reagendamentos seja confirmada diretamente com o hospital por meio de seus canais oficiais. Também é importante evitar a instalação de aplicativos enviados por desconhecidos e não permitir o compartilhamento remoto da tela do celular.
A orientação é especialmente relevante diante de contatos que apresentem informações aparentemente corretas sobre procedimentos médicos. Mesmo quando o interlocutor demonstra conhecer dados pessoais ou hospitalares, a confirmação diretamente com a instituição é necessária antes de realizar pagamentos, fornecer informações ou instalar qualquer aplicativo.
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