Pesquisa Datafolha divulgada nesta terça-feira (29) aponta que 59% dos entrevistados consideram que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, agiu mal ao proibir o senador Flávio Bolsonaro (PL) de visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que cumpre prisão domiciliar.

Segundo o levantamento, 36% dos entrevistados avaliaram que o magistrado agiu bem ao adotar a medida. Outros 2% afirmaram que Moraes não agiu nem bem nem mal, enquanto 4% disseram não saber responder.

A restrição foi determinada por Alexandre de Moraes após Flávio Bolsonaro tornar pública uma carta escrita pelo ex-presidente, na qual o autoriza a atuar como seu porta-voz durante a disputa eleitoral deste ano. Na decisão, o ministro destacou que uma das medidas cautelares impostas a Jair Bolsonaro prevê a proibição do uso de redes sociais, de forma direta ou por intermédio de terceiros.

Publicidade
Publicidade

Leia Também:

O levantamento também mostra que 59% dos entrevistados defendem que Jair Bolsonaro permaneça em regime de prisão domiciliar. Já 35% entendem que o ex-presidente deveria cumprir a pena em uma unidade prisional. Outros 6% não souberam responder.

Jair Bolsonaro foi condenado pelo STF a 27 anos e três meses de prisão por planejar um golpe de Estado após as eleições de 2022. Desde março deste ano, ele cumpre prisão domiciliar humanitária, autorizada em razão de seu estado de saúde.

Em julho, Alexandre de Moraes prorrogou o regime domiciliar e estabeleceu novas restrições. Entre elas, determinou a suspensão, por 30 dias, do direito de receber visitas, inclusive de familiares. Permaneceram autorizadas apenas visitas de médicos, fisioterapeutas e advogados.

A decisão também proibiu visitas com finalidade político-eleitoral até o término das eleições de outubro, além da divulgação de manifestações político-eleitorais, inclusive por intermédio de terceiros, independentemente do meio utilizado.

Outro dado da pesquisa indica que 62% dos entrevistados apoiam a proibição do acesso de Jair Bolsonaro às redes sociais durante o cumprimento da prisão domiciliar. Em contrapartida, 35% defendem que o ex-presidente possa utilizar as plataformas, enquanto 3% não souberam responder.

A restrição ao uso de redes sociais foi determinada por Alexandre de Moraes em julho de 2025, no âmbito do processo que apurava suposta tentativa de obstrução da Justiça, coação no curso do processo e atentado à soberania nacional.

O Datafolha entrevistou presencialmente 2.004 pessoas em todo o país entre os dias 22 e 23 de julho. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o código BR-01166/2026.