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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) orientou integrantes do governo federal a reduzir a intensidade do embate ideológico com o presidente da Argentina, Javier Milei. A avaliação é de que o prolongamento da crise política entre os dois países pode provocar reflexos negativos nas relações econômicas e comerciais, afetando o setor produtivo brasileiro.
Em conversas reservadas, Lula tem afirmado que a posição do Brasil diante das declarações do presidente argentino já foi devidamente demonstrada. Conforme relatado, a convocação do embaixador brasileiro em Buenos Aires, Julio Bitelli, foi considerada pelo governo uma resposta adequada às críticas feitas por Milei.
Ainda segundo a apuração, o entendimento no Palácio do Planalto é de que responder ao presidente argentino nos mesmos termos significaria reforçar a estratégia política adotada por Milei, além de reduzir o debate institucional ao campo do confronto ideológico.
Integrantes da equipe do governo avaliam que o presidente argentino tem intensificado esse discurso com o objetivo de consolidar apoio entre eleitores insatisfeitos com os resultados econômicos de sua administração.
No Palácio do Planalto, a orientação atual é concentrar o discurso político no cenário interno, especialmente em críticas ao senador Flávio Bolsonaro, apontado como candidato do PL à sucessão presidencial, estabelecendo comparações com a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro.
A balança comercial entre Brasil e Argentina movimenta atualmente US$ 31 bilhões. No entanto, conforme informado, as exportações brasileiras vêm registrando queda recente em meio às tensões políticas entre os dois países.
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